sábado, 19 de fevereiro de 2011

Nutrição na gravidez e lactação

O acompanhamento nutricional da mulher durante a assistência pré-natal é extremamente importante para a saúde do bebê e da mãe. Este trabalho tem como objetivos: estabelecer o estado nutricional, identificar fatores de risco, possibilitar interferências terapêuticas e profiláticas no sentido de corrigir distorções e planejar a educação nutricional.
Durante a gestação, há necessidade adicional de energia por causa do crescimento do feto, da placenta, dos tecidos maternos, bem como para o próprio consumo da gestante. Essas necessidades adicionais de energia na gravidez a termo, em uma mulher eutrófica, com ganho ponderal em torno de 12,5kg e bebê com peso ao nascimento superior a 3,0kg, são estimadas em 80 mil kcal totais ou 300 kcal/dia. No entanto, é difícil estabelecer precisamente as necessidades de energia, devido a diversos fatores que estão influenciando o período gestacional, como o peso pré-gravídico, a quantidade e composição do ganho de peso, o estágio da gravidez e o nível de atividade física.
A RDA (Recommended Dietary Allowences,1989), recomenda a adição supracitada - 300 calorias por dia - , com início do segundo trimestre da gestação, exceto das condições a seguir:
- mulheres que iniciam a gravidez com baixo peso ou adolescentes (com menos de cinco anos pós-menarca), acrescenta-se as 300 calorias desde o início da gravidez;
- mulheres que iniciam a gravidez com sobrepeso ou obesidade, nenhum aumento calórico é recomendado.
Deve haver muito cuidado nesta condura, pois a restrição de energia nesse período pode ocasionar conseqüências negativas ao bebê, pois o crescimento fetal ótimo somente ocorre quando a gestante é capaz de acumular reservas corporais extras.

O monitoramente do estado nutricional da gestante é de suma importância. Estudos mostram que a deficiência nutricional da gestante pode acarretar repercussões tanto no organismo materno, como no recém nascido:
  • Gestante: anemias, hemorragias, ganho de peso inadequado, parto prematuro, entre outros.
  • Recém Nascido: redução de peso e estatura ao nascer, tendência a anemia e infeções, alterações no desenvolvimento motor, alterações visuais e, posteriormente, menor rendimento escolar.

Dicas de alimentação na gravidez:
  • Deve-se beber líquidos constantemente, de 1,5 a 2 litros por dia. Isto ajuda a combater os inchaços muito comuns na gravidez;
    • Deve-se consumir pelo menos três frutas por dia, além de legumes e verduras no almoço e jantar. Esses alimentos são ricos em fibras, que previnem a prisão de ventre, muito comum na gestação.
    • Deve-se fracionar as refeições em cinco ou seis vezes ao dia, com pequenas quantidades, e mastigar devagar.
    • Deve-se consumir alimentos com baixo teor de gordura e evite ingerir líquidos durante as refeições, para facilitar a digestão e evitar azia.
    • Evitar o consumo de adoçantes durante a gravidez, exceto quando prescrito por nutricionista ou médico.

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